Tempo de leitura: 2 minutos

Você acha que sabe o que é racismo? Talvez esteja achando errado, otário! Entranhado na nossa sociedade, ele aparece de muitas maneiras, inclusive de modos mais sutis do que horrores obviamente identificáveis como jogar bananas no campo de futebol ou impedir a entrada da babá negra no clube chique porque ela está sem uniforme. Mas se você e eu estamos achando errado, como identificar o racismo, então? Quem decide o que é e o que não é? E a interseccionalidade do feminismo com as questões raciais, como fica? Essas e outras perguntas cabeludas serão discutidas com o Rafael Chino e a Suzana Mattos.



 

Ficha técnica

 

Hosts: Thiago Corrêa e Leticia Dáquer

 

Convidados: Suzana Mattos e Rafael Chino

 

Edição: Thiago Corrêa

 

Capa: Leticia Dáquer

 

Data da gravação: 30/06/2018

 

Data da publicação: 03/07/2018

 

Músicas:

  • Elza Soares – A Carne
  • Ícaro Silva cantando Wilson Simonal – Tributo a Martin Luther King
  • Jorge Aragão – Identidade
  • Sandra de Sá – Sarará Crioulo
  • Jorge Ben – Negro é Lindo
  • Dona Ivone Lara – Sorriso Negro
  • Luiz Melodia – Pérola Negra

O Bom, o Mau e o Feio

O Bom:

Leticia: Espanha abre caminho para regular eutanásia e equiparar licença paternidade

https://goo.gl/VVgZ28

 

Uma thread linda no Twitter

https://goo.gl/vxoiXC

 

Thiago: Publicitário lança seu livro em forma de grafite num muro de Brasília

https://goo.gl/eKrKFg

 

O Mau:

Leticia: A operação para afrouxar ainda mais a lei de agrotóxicos no Brasil, na contramão do mundo

https://goo.gl/Vdu8zN

 

Thiago: Janaína nega que tenha permitido a esterilização

https://goo.gl/z3dbjy

 

O Feio:

Leticia: As quedas do Neymar

https://goo.gl/sjT3K4

 

Thiago: Espião do exército enfim abre o bico.

https://goo.gl/WCWr4j

 

Jabás

Rafael Chino

Podcast Lado (B)lack

Twitter: @ladoblackpod

Twitter pessoal do Chino: @rafael_chino
Siyanda Cinema Experimental do Negro
https://goo.gl/Qtmk6a

 

Suzana Mattos

Chega aí! #8 Benguela é Power! Mês da Mulher Negra

https://www.facebook.com/events/237473400391687/

 

Leticia Dáquer

Twitter: @pacamanca

Blog: www.pacamanca.com

 

Thiago Corrêa

Twitter: @thiago_czz

 

A Balada do Pistoleiro

Rafael Chino

A Identidade Cultural na Pós-Modernidade – Stuart Hall

https://goo.gl/dLjb2m

 

Suzana Mattos

Onde você guarda o seu racismo?

https://goo.gl/iUWTfi

 

Espelhos do racismo

https://goo.gl/7wohH1

 

Leticia Dáquer

Podcast Pretas na Rede

Twitter: @pretasnarede

 

Doe sangue!

 

A Amiga Genial – Elena Ferrante

https://goo.gl/kFNHtw

 

Thiago Corrêa

Gilberto Freyre – O Escravo nos anúncios de jornais brasileiros do século XIX

https://goo.gl/YuxveW

 

Links mencionados no episódio

Cirão chama Holiday de “capitãozinho do mato”

https://goo.gl/1FPGoK

 

Poderoso Porco sobre Holiday (2017)

https://goo.gl/CRvPnW

 

Feminismo negro e casamento real – Suzana Mattos (2018)

https://goo.gl/ZgTfer

 

Globo processada por racismo por não incluir atores negros em novela que se passa na Bahia

https://goo.gl/7fYdfX

 

Homens negros precisam de terapia! Canal DePretas no YouTube

https://goo.gl/yQaJRP

 

#MULHERESPODCASTERS

Mulheres Podcasters é uma ação de iniciativa do Programa Ponto G, desenvolvida para divulgar o trabalho de mulheres na mídia podcast e mostrar para todo ouvinte que sempre existiram mulheres na comunidade de podcasts Brasil.

 

O Pistolando apoia essa iniciativa.

 

Apoie você também: compartilhe este programa com a hashtag #mulherespodcasters e nos ajude a promover a igualdade de gênero dentro da podosfera.

Links do Pistolando:

 

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contato@pistolando.com

 

Twitter: @PistolandoPod

 

9 comments on Pistolando #002 – Racismo

  1. Bruno Colonezi disse:

    Parabéns por mais um ótimo programa! Confesso que este segundo episódio me agradou mais que o primeiro. Gostei muito do tema. Quanto aos convidados, já conhecia o Rafael Chino do Lado (B)lack e gostei muito das opiniões dele. A Suzana Mattos foi uma grata surpresa. Expôs as opiniões dela com bastante clareza. Aliás, ambos foram muito bem. Os hosts também foram bem, deixaram os convidados falarem e ficou aquela impressão de estar interrompendo o convidado. A escolha das músicas novamente foram ótimas. E quanto ao atraso da publicação, tá tudo tranquilo. Essas coisas acontecem.

    Encerro por aqui. Ótimo trabalho e fico esperando o próximo!

  2. Julian Catino disse:

    Parabéns pelo programa ! Como não sei ficar sem pistolar um pouco, os meus dois centavinhos.

    Primeiro que, embora discorde da visão política, macro-econômica do Fernando Holiday, o que o Ciro fez é crime sim e deveria responder por isso atrás das grades, além de ser uma desonestidade argumentativa tentar diminuir o oponente e isso num político merecia chicotada na boca.

    Eu sou argentino, não sou afro-descendente, mas é claro que posso entender as dificuldades que afro-descendentes enfrentam todo dia e me solidarizar com isso, porém o que me espanta é alguém na América Latina tentar uma falsa superioridade e se chamar de “”””branco”””. Branco aonde seu merda ? Vai lá na porta da Bavária, vai tentar entrar nos EUA, vai lá com o seu passaportezinho de merda que diz ‘pobre latino nascido abaixo dos trópicos’ e vê como vai ser tratado ! Desculpem mas é muito para minha cabeça um mestiço latino, com toda a gostosura que isso representa, tentar se chamar de “””branco”””. Na melhor das hipóteses é descendente de burros ignorantes imigrantes desesperados mortos de fome que tiveram muitas regalias nestas terras e deveriam ter outro olhar para com os seus iguais aqui ao invés de babar ovo em europeu que só fez cagada e assim ficamos.

    Obrigado, agora desabafei. Belo programa, continuem assim !

    1. pistolando disse:

      ADORAMOS ouvintes pistolantes combinandinhos com o propósito do podcast! Agradecemos demais pelo comentário 🙂

      Perguntinha: como você chegou até o Pistolando?

      1. Julian Catino disse:

        O podcast Pistolando foi recomendado pelo Twitter muito provavelmente porque tenho um podcast muito novo (https://poroutrolado.tech/ com o episódio piloto contando a estória de fortes traços políticos de uma graphic novel de sci-fi argentina) e a minha TL está cheia de podcasters maravilindos como PontoG, Apenã, Confábulas, Chutando a escada, Anticast, XadrezVerbal, Viracasacas e muitos outros !

        Longa vida ao Pistolando, muito sucesso !

  3. Pedro disse:

    Olá, descobri essa semana o Podcast através da aba “Novos” do Podcast Addict. Ouvi os 2 primeiros episódios (ainda vou ouvir o terceiro) e gostei BASTANTE das discussões. Também sou TEAM PISTOLAGEM COM MUITO PALAVRÂO. hahahahaha. Quando eu terminar de ouvir o terceiro (que já está baixado), já ficarei ansioso pelo quarto episódio. hahah

    Mas eu gostaria de discutir um ponto que eu discordei bastante desse episódio 2. Bom, primeiramente, eu gostaria de dizer que eu sou branco, então não sou a melhor pessoa para falar de racismo, então eu vou focar mais em uma crítica à esquerda. Além disso, eu sou biólgo, então também posso estar falando alguma besteira por não ter um conhecimento maior nas ciências sociais, ciência política, história e tal.

    O ponto que eu queria levantar um ponto é com relação ao racismo ou não em chamar o Holiday de capitão do mato. Sinceramente, se é um termo racista, por que não ressignificá-lo? Por que não torná-lo um termo mais “palatável” pra fazer as pessoas como um todo compreenderem melhor o quão danoso é o comportamento de pessoas como o Holiday?

    Na boa, eu acho que a esquerda tem que sair dos textos de “15 min. read” do Medium e fazer algo mais simples. É óbvio que o racismo é algo altamente complexo de ser discutido, eu jamais negaria isso, mas não é com texto gigante no Medium ou textão pra meia dúzia de amigos no Faceook que a gente atrair as pessoas pro nosso lado.

    Eu sempre vejo como exemplo a minha vó. Uma pessoa simples, que veio do Nordeste pro Sudeste ainda com 15 anos lá na década de 50, sem uma grande educação formal. Ela nunca tinha ouvido dizer em transexualidade, mas bastou ver um personagem trans na novela das 8 e discussões no Encontro que ela passou a ver as coisas de uma forma diferente, e veio até uma vez me perguntar o que era um transexual, com uma legítima curiosidade pra saber mais.

    As nossas discussões em grupos fechados da ~~~esquerda esclarecida~~~ no Facebook e textos intermináveis no Medium nunca chegaram e nunca vão chegar em pessoas como ela. Durante a famigerada ceia de natal, o meu tio (filho dela) fez um comentário homofóbico qualquer, e ela logou falou “Ai, Fulano, não fala isso, coitado dele”. Mas curiosamente, sempre que ela vê casos de roubos no telejornal, ela fala “tem que acabar com uma desgraça dessa”.

    E eu acho que é aí que entra a questão de que a gente pode usar termos como “capitão do mato” pra mostrar de forma bem simples como é prejudicial aos negros o comportamento de gente como o Holiday. A gente não vai mudar a opinião do povão com textão no Medium, é só ver como o inominado lidera a corrida presidencial e os grupos do ~~~~Zap~~~.

    Sei lá, sabe. Eu não tô dizendo que a gente tem que usar seus argumentos rasos e descer ao nível dele, mas ficar problematizando um termo que passa uma mensagem de forma bem simples e que tem um potencial gigante pra angariar gente pro nosso lado, achando que os nossos textos e palestras de 2 horas vão chegar no coração dessas pessoas. Me desculpa, mas não me parece que vai. Enquanto isso as igrejas neo pentecostais vão crescendo cada vez mais e mais.

    Bom, foi mais um rant do que uma resposta altamente embasada e tal. Mas é isso. Gostei bastante dos 2 primeiros episódios e que venham muitos mais.

    Abraço.

    1. Olá Pedro.

      Primeiramente muito obrigado pelo seu comentário. Ainda estamos no começo e todo feedback é muito valioso para nós. Assim como você eu sou “branco” e também não passo nem perto de ser de humanas então corro o risco de falar merda por naõ ser a minha vivência.

      Eu acho que entendi o seu ponto mas vejo alguns problemas aí. Não existe a menor possibilidade de ressignificação do termo “capitão do mato”, a dinâmica dele não é a mesma de “viado” ou “vadia”. Essas duas últimas adquiriram tons pejorativos por conta do contexto da sociedade machista, hoje chegamos em determinado amadurecimento das bandeiras que é possível você encontrar gays que batem no peito pra dizer “se ser viado é amar o meu namorado então é isso aí que eu sou mesmo” e isso tomar uma outra conotação, de orgulho mesmo.

      O lance com o capitão do mato já não é tão fácil. O termo não vem de uma gíria, vem de uma história, uma história bastante triste de pessoas que viviam em condições precárias e viam na caça de escravos fugido e destruição de quilombos a sua forma de subsistência. Como dito no episódio, ele é um mantenedor do status quo e um capataz do direito à subjugação do negro. Vale lembrar que historicamente é notória a existência de vários brancos capitães do mato mas você já ouviu alguém usar o termo contra um homem branco? O termo usado já denota que foi escolhido unica e exclusivamente porque o Feriado é negro.

      Sobre os textos de Medium e Facebook, aqui eu discordo bastante de você. Pra mim tem é pouco texto! Eu acredito que há uma função social importante neles, primeiramente porque eles são uma forma de dar voz a quem nunca foi ouvido durante essa discussão toda. Em segundo lugar porque por menor que seja a inserção na sociedade destes textos ao menos eles trazem temas à tona, eu sou a favor de que existam cada vez mais formas de divulgação das pautas do movimento negro, LGBTTQIA+, dos movimentos de pessoas com deficiência, etc… Nós fizemos a nossa parte (minúscula, é verdade) trazendo minorias (em representatividade, apesar de ser a maioria da população) para que tragam os seus pontos a um público que talvez não o fosse conhecer, espero que outros façam o mesmo até chegarmos na sociedade em que isso não precisará ser dito a não ser nos livros de história para que nos envergonhemos assim como lamentamos que um dia a nossa raça tivesse a petulância de traficar nossos irmãos negros através do Atlântico.

  4. Lia disse:

    Discordo de 2 pontos, o 1º é q ñ considero o termo ‘capitão do mato’ como racista.Já q este é referência histórica a personagens q se alinhavam aos senhores de escravos, e ñ tem relação com a cor mas sim com a condição social q tinham.É um erro achar q só negros/mestiços exerciam essa função,já q havia muitos brancos exercendo. E por fim considero, q este termo seja usado mais para referenciar pessoas q lutam contra sua classe/categoria por isso ñ é termo de uso exclusivo pra negros/mestiços. Se considerar racismo o uso desse termo, terá q ser tb a referência a nazistas.

    O 2º ponto é a crença dq ñ há racismo contra brancos, racismo é crime e por ser crime há lei q define tal ato e nesta ñ há exceção pra ‘raça’ branca. E no atual momento reforçar esse pensamento fortalece aqueles q apoiam o racismo, já quanto ao lugar de fala só faz com q o assunto ñ seja debatido com a sociedade.Sem falar q quem faz as políticas públicas são políticos majoritariamente brancos,então considero um retrocesso haver essa segregação de pauta/ tema na sociedade.

    1. pistolando disse:

      Oi, Lia, tudo bem?

      Obrigada pelo comentário.

      Então. Sobre o seu ponto 1, leia a resposta do Thiago ao comentário anterior. Em particular, essa parte: ‘Vale lembrar que historicamente é notória a existência de vários brancos capitães do mato mas você já ouviu alguém usar o termo contra um homem branco? O termo usado já denota que foi escolhido unica e exclusivamente porque o Feriado é negro.”

      Honestamente não entendi a relação entre racista e nazista.

      Sobre o seu ponto 2, sabemos que a lei não define que racismo é contra negros, mas vamos combinar que racismo reverso simplesmente não existe e ponto final. Quando você diz que essa coisa do lugar de fala faz com que o assunto não seja debatido com a sociedade, eu pessoalmente acredito que isso não acontece. Pelo contrário – quando a gente, que é branco, cala a boca e cede espaço pra quem realmente sofre racismo falar, estamos abrindo um debate que antes ficava restrito a uns poucos – brancos – que tinham o direito de se manifestar. A gente tem é que calar a boca e ouvir, perguntar, acatar, botar a mãozinha na própria consciência e analisar os nossos próprios discursos. Eu não tenho como melhorar, evoluir, mudar, aprender, se não ouvir as pessoas diretamente impactadas pelo racismo. Então na verdade acho que é exatamente o contrário do que você disse.

      Quanto à segregação de pauta na sociedade, não entendi direito o que você quis dizer, ainda mais com relação à frase inicial “sem falar q quem faz as políticas públicas são políticos majoritariamente brancos”. Não entendi a relação dessa frase com a que veio depois, peço desculpas.

      Posso perguntar como você chegou ao Pistolando? 🙂

      1. Lia disse:

        Parece que ñ entedeu nada que eu disse…kkkkkkkkk
        Vejo sim o uso desse termo pra pessoas brancas por isso não considero racista esse termo. E a comparação entre o uso desses dois termos(capitão do mato, nazista) é claro, pq um é permitido e outro não ou pq problematizar o uso somente de um? Já que ambos os termos, que foram produtos de sua época, hoje servem de referência a retrocessos e comparações históricas?
        E a ideologia nazista é racista.
        Repito o debate tem que ser com toda a sociedade, tolher a fala de quem não é negro é abrir espaço para mais acirramento e retrocessos, até pq o avanço do combate ao racismo advém da conscientização histórico-político-social oq infelizmente muita das vezes pressupõe educação de qualidade (veja, me refiro a uma educação libertadora que faça a pessoa questionar as estruturas sociais e ñ somente a de formação em colégios particulares), e por isso temos fenômenos de negros/pardos defendendo ações racistas. E o lugar de fala contribui pra q os próprios oprimidos justifiquem o preconceito social e referendando o racismo, machismo, homofobia…….
        E a segregação de temas q me refiro é o famoso lugar de fala, quando se defende isso não se avança e ainda contribui com o crescimento do conservadorismo que utiliza isso como ferramenta pra ganhar adeptos. E estatisticamente os políticos são homens e brancos, e quem determina o orçamento público e leis são esses, então fica ainda mais incoerente essa segregação de tema visto que se pretende mais melhorias no combate ao racismo e como fazer isso se não pode haver debate pelo lugar de fala, entendeu?
        Nessa conversa por exemplo vc se justifica dizendo que é branco então aceita o posicionamento dos negros mas vc não sabe minha cor então como fica? Se sou negra vc mudaria de opinião? Ou vc me veria como uma pessoa que ñ é consciente de td preconceito social? Seja como for, é como ter q comprovar a etnia pra ter argumentos validados e não racionalizar o argumento propriamente. E por isso, que aparentemente há situações paradoxais pra aqueles que defendem lugar de falar, pois tem a contradição de q o ñ negro é mais consciente do preconceito social existente dq o negro/pardo…

        Conheci o podcast por indicação no twitter, mas não lembro exatamente a @.

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