Pistolando #013 – Mais Médicos, nossos médicos

Pistolando #013 – Mais Médicos, nossos médicos

Tempo de leitura: 3 minutos

Todo esse babado do Mais Médicos rolando e a gente aposta que vocês nem sabem direito como o negócio funciona, que dirá por que diabos a classe médica brasileira, notoriamente corporativista e coxinha, tem tanto asco pelos médicos cubanos. Aliás, por que a classe médica brasileira é tão corporativista e coxinha? O que acontece na formação dos nossos médicos que faz com que eles sejam mais técnicos e menos empáticos? Por que o brasileiro em geral tem tanta dificuldade com tudo o que é preventivo? Por que nossa medicina preventiva, ao contrário da cubana, não vinga? Conversamos com Pedro Carvalho Diniz, médico do podcast Medicina em Debate.

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Ficha técnica

 

Hosts: Leticia Dáquer e Thiago Corrêa

 

Convidado: Pedro Carvalho Diniz

Edição: Thiago Corrêa

Capa: Leticia Dáquer

Data da gravação: 29/11/2018

Data da publicação: 06/12/2018

Músicas/inserções:

  • Discurso de Dilma Rousseff no lançamento do Mais Médicos
  • Discurso de Fidel Castro
  • Relato da Dra. Eneida Guevara, filha de Che Guevara, sobre a saúde cubana
  • Los Aldeanos – Heroe
  • Paródia do tema de fim de ano da Globo – Sindicato dos Médicos do Ceará
  • Gabriel, o Pensador – Sem Saúde
  • Médicos de Cuba – Médicos de Cuba

 

Links relacionados ao episódio

Podcast do Pedro: Medicina em Debate – Mais Médicos Parte 1 e Parte 2

Lado B do Rio #85 sobre o Mais Médicos

LEI Nº 12.871, DE 22 DE OUTUBRO DE 2013 (institui o Mais Médicos)

Cidades relatam desistências e migração de programa após edital do Mais Médicos (Folha, 28/11/2018)

Vídeo viral de médica reúne várias informações falsas sobre Mais Médicos (Aos Fatos, 19/11/2018)

Cba deixa o Mais Médicos: erros e acertos no que se fala sobre o programa (Piauí, 14/11/2018)

Sem registros de erros médicos dos profissionais cubanos no Brasil (Época, 19/11/2018)

Mais Médicos. Nota da Associação de Médicos Egressos da Escola Latinoamericana de Medicina – ELAM/CUBA (Instituto Humanitas UNISINOS, 19/11/2018)

“Médicos cubanos atendem melhor do que brasileiros”, dizem pacientes (UOL, 17/11/2018)

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA E DO PROGRAMA MAIS MÉDICOS NA ÁREA RURAL DE PORTO VELHO, RONDÔNIA. (Gestão e Sociedade, 20/07/2016)

Chama médico cubano de escravo, mas não se indigna com escravo de verdade (blog do Sakamoto, UOL 16/11/2018)

Cuba, a ilha da saúde (Opera Mundi UOL, 29/07/2012)

Thread de Thiago Silva no Twitter sobre como Bolsonaro retrata o Mais Médicos (16/11/2018)

Exemplos de grade curricular de graduação em Medicina: UFPR, UNI-Rio, USP

Brasil vai na contramão do indicado por especialistas em relação a medicina preventiva (CBN, 11/06/2016)

Menos de 10% dos inscritos se apresentaram para trabalhar (UOL, 28/11/2018)

Cuba answers the call for doctors (boletim da OMS, maio 2010)

Cuba’s primary health care revolution: 30 years on (boletim da OMS, maio 2008)

https://www.who.int/countries/cub/en/

http://www.who.int/countries/bra/en/

Where to train the world’s doctors? Cuba (TED talk, TEDMED setembro 2014)

 

A Balada do Pistoleiro

Pedro Carvalho Diniz

Filme: Ele Está de Volta (Netflix)

Livro: Bartleby, o Escrivão (Herman Melville)

 

Leticia Dáquer

Livro: Unspeakable Things: Sex, Lies and Revolution (Laurie Penny)

Filme: Padmaavat

 

Thiago Corrêa

Documentário: Sicko, de Michael Moore (YouTube)

Filme: Nahid

Podcast Apenã episódio 28

 

Jabás

Pedro Carvalho Diniz

Podcast: Medicina em Debate no Twitter, website: http://medicinaemdebate.com.br/

e-mail: medicinaemdebate@gmail.com

Twitter pessoal: @oparbento1

 

Leticia Dáquer

Twitter: @pacamanca

Blog: www.pacamanca.com

Papo Cético, podcast do site Mitografias

 

Thiago Corrêa

Twitter: @thiago_czz

 

O Bom, o Mau e o Feio

O Bom:

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O Mau:

Leticia:

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O Feio:

Leticia:

 

Thiago:

 

#MULHERESPODCASTERS

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One comment on “Pistolando #013 – Mais Médicos, nossos médicos

  1. Na minha ignorância, o Mais Médicos era uma forma de tapar buraco (sim, sou crítico mas vou explicar) e minhas críticas eram no fato de saber que há muitas áreas carentes de outras coisas além de médico da família, que precisam consultas eletivas, exames, como qualquer outra área mais populosa. Tenho familiares não médicos mas de outras atividades como auxiliares, enfermeiros, assistentes sociais e por isso passei a ver a coisa de uma forma mais integral.

    Digo na minha ignorância porque agora entendo que uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.

    Há regiões que de fato um médico próximo, que possa acompanhar, orientar, informar, faz uma enorme diferença. É que na altura dos meus privilégios, da minha realidade bem diferente, vejo que a saúde se faz numa rede, com várias competências além do médico. Em resumo, a minha crítica ao Mais Médicos é que era pouco, tinha que haver mais !

    Quanto a orientação do médico de uma forma estritamente de ganho pessoal, eu tendo a não criticar essa postura porque acredito, do meu liberalismo (DE VERDADE) que todos temos o direito a almejar o sucesso. Claro que vivemos numa sociedade, mas os trabalhadores da saúde já se desdobram atendendo hoje em situações críticas como para exigir que atenda onde sequer o estado dá condições. Se houvesse um certo progresso, uma certa facilidade de acesso, haveria drogarias, supermercados, médicos, unidades de diagnóstico, enfim, se o estado chegasse, os profissionais liberais iriam querer atender essa população. Colocar somente na conta do médico como sendo egoísta talvez não seja totalmente justo considerando que não parece haver nenhum interesse em integrar áreas populaçÕes de mais afastadas, em nenhum aspecto.

    Infelizmente a ideologia vazia chegou para ficar e quer ‘erradicar o comunismo’, suspeita de se fato são médicos e não espióes, e ainda é apoiado por uma quantidade enorme de pessoas que estào com ranço do governo anterior e repetem os argumentos vazios formadores de opinião dos que tem preconceito com tudo que venha de Cuba.

    Vamos combater um programa que deveria ser estruturado e ampliado, cortando o pouco que tem, punindo quem não vive nos grandes centros, os excluídos de sempre. É triste mas vamos pagar caro por isso.

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